Conselheiro do Interior da Catalunha confirmou a prisão de dois suspeitos, um espanhol e outro marroquino.

Van usada no ataque terrorista que atropelou dezenas de pessoas é guinchada pela polícia em Barcelona (Foto: Sergio Perez/Reuters)
O motorista de uma van atropelou várias pessoas em La Rambla,
via que fica em uma das regiões mais turísticas de Barcelona, na Espanha, nesta
quinta-feira (17). Segundo o governo da Catalunha, foi um ato terrorista que
matou 13 pessoas e deixou mais de 100 feridos – sendo 15 deles em estado grave.
As vítimas são de, ao menos, 18 nacionalidades.
A agência do Estado Islâmico afirma que o grupo extremista
reivindicou a autoria do ataque. As investigações não confirmaram a informação
nem quantas pessoas teriam participado do atentado.
Dois suspeitos foram presos: um espanhol e um marroquino.
Mas nenhum deles era a pessoa que dirigia a van, segundo a polícia.
Barcelona sofre ataque: van avança sobre pedestres e 13 morrem
O jornal "El País" noticiou que três alemães estão
entre os mortos. Também haveria vítimas gregas e belgas. A EFE informou que
dois argentinos – uma mulher de 67 anos e um homem de 37 – estão entre os
feridos.
VEJA FOTOS DO ATAQUE
O Itamaraty disse que ainda não há notícias de brasileiros
entre as vítimas do atentado.
Este é o sexto atentado terrorista com atropelamento
ocorrido neste ano. Só em Londres, foram três ataques do tipo.

Mulheres feridas recebem tratamento após atentado com uma van que foi usada para atropelar diversas pessoas nas Ramblas de Barcelona (Foto: Oriol Duran/AP)
No início da madrugada desta sexta (18) – horário da Espanha
–, a polícia catalã realizava uma operação em Cambrils, cidade a 117 km de
Barcelona, pela suspeita de mais um atentado. Quatro suspostos terroristas
foram mortos e um ficou ferico. Ao menos seis civis e um policial ficaram
feridos na tentativa de ataque. A polícia investigava se eles carregavam
explosivos.
A investigação da polícia da Catalunha busca determinar se o
incidente em Cambrils e a explosão de um prédio ocorrida na noite anterior em
Alcanar, que matou uma pessoa e feriu sete, têm relação com o atropelamento em
Barcelona.

Mulher chora entre pedestres conduzidos pela polícia após ataque em Barcelona, na Espanha (Foto: Pau Barrena/AFP)
Terrorismo
Em pronunciamento no fim da noite desta quarta na Espanha, o
primeiro-ministro do país, Mariano Rajoy, disse que,
"lamentavelmente", os espanhóis conhecem muito bem a dor absurda que
causa o terrorismo.
"Sabemos que os terroristas se vence com uma ideia
institucional, com cooperação, com prevenção", disse. Foi decretado luto
oficial de três dias no país.
O governo da Catalunha não divulgou a identidade dos dois
suspeitos presos. Josep Lluís Trapero, chefe dos Mossos d'Esquadra, a polícia
da Catalunha, disse que seguem as buscas pelo motorista que atropelou mais de
uma centena de pessoas.
Trapero detalhou que um dos presos é espanhol nascido em
Melilla, e outro é marroquino. Um foi detido em Ripoll, na província de Girona,
e outro em Alcanar, em Tarragona. Trapero afirmou não haver dúvidas de que foi
um atentado terrorrista.
Segundo as autoridades, ainda não está confirmado o
envolvimento no atentado de um homem morto em uma troca de tiros com a polícia
em Barcelona, depois do atropelamento na Rambla.
O ataque
Segundo o "El País", o motorista avançou com a van
sobre os pedestre em La Rambla por cerca de 600 metros. No centro da via fica a
parte exclusiva para pedestres e, nas laterias, a passagem de carros. O local é
muito movimentado, com artistas de rua, restaurantes e vendedores ambulantes.
Algumas pessoas se protegeram nas diversas lojas que existem
no local, que é um dos principais pontos turísticos da cidade e fica lotado
nesta época do ano, que é verão na Europa. O motorista da van fugiu caminhando.
Brasileiros que estão na cidade disseram que houve correria
e muito pânico durante o ataque e nos momentos que se seguiram, com um clima de
tensão na cidade.
Pessoas deixam restaurante com as mãos para o alto cercadas por policiais depois do atentado na Barcelona (Foto: Josep LAGO / AFP)
O veículo usado no ataque foi alugado por um homem chamado
Driss Oukabir, em Santa Perpetua de la Mogada, município perto de Barcelona. A
imprensa chegou a divulgar uma foto de Driss Oukabir dizendo que ele era o
autor do ataque e que teria sido preso.
No entanto, o jornal "La Vanguardia" publicou que
ele se apresentou em uma delegacia de Girona, a cerca de 100 km de Barcelona, e
afirmou que seu documento havia sido roubado e que no momento do ataque ele
estava em Ripoll, uma das cidades desta província.
Um segundo veículo, também ligado ao atentado, foi
encontrado pela polícia na cidade de Vic, a 70 km de Barcelona.
Logo após os atropelamentos, circulou a notícia pela
imprensa de que um dos terroristas teria feito reféns em um restaurante, mas a
polícia desmentiu a informação.
Polícia remove pessoas da área do atentado em região turística de Barcelona, na Espanha (Foto: Reuters/Stringer)
O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse no
Twitter que a prioridade no momento é atender os feridos e facilitar o trabalho
das forças de segurança. As vítimas foram levadas a hospitais da cidade, que
pedem doações de sangue, segundo o "El País".
A região da Rambla foi isolada, e as estações de metrô e
trem perto do local do atropelamento foram fechadas – e liberadas só no fim da
noite.
'Absoluto caos'
Ethan Spibey, que testemunhou o atropelamento, contou à rede
britânica Sky News os momentos de pavor que viveu. "De repente foi um
absoluto caos. As pessoas começaram a correr e gritar, houve explosões
altas", relatou ele, que se abrigou em uma igreja da região.
Imagem de rede social mostra van que seria a usada no atropelamento de várias pessoas em La Rambla, em Barcelona (Foto: Reprodução/Twitter/Ricardbellis)
"Eles trancaram as portas, pois não sabem se quem fez
isso foi pego. Então eles fecharam as portas e pediram que as pessoas esperem
aqui", relatou. Após o atentado, as autoridades pediram que moradores e
turistas evitassem sair de casa e circular pela região.
Repercussão
O ataque repercutiu entre autoridades internacionais, que se
manifestaram condenando a ação. "Os Estados Unidos condenam o ataque
terrorista em Barcelona, Espanha, e fará o que for necessário para ajudar.
Sejam duros e fortes, nós amamos vocês", disse o presidente dos EUA,
Donald Trump, no Twitter.
O presidente Michel Temer, também no Twitter, disse que o
Brasil se solidariza com o povo espanhol.
Temporada turística
O atentado aconteceu no auge da temporada turística de verão
em Barcelona, um dos principais destinos turísticos da Europa, que recebe pelo
menos 11 milhões de visitantes anualmente.
A prefeitura suspendeu todas as atividades públicas,
inclusive a tradicional festa do bairro de Gracia.
Em março de 2004, militantes islâmicos colocaram bombas em
vagões de metrô em Madri, que explodiram na estação de Atocha. O atentado, o
mais mortal da história da Espanha, deixou 191 mortos e mais de 1,8 mil
feridos.
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia







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