Fé cinematográfica: filmes gospel e bíblicos são fenômeno no Brasil

O mais recente hit, Paulo, Apóstolo de Cristo, atraiu mais de 550 mil pessoas aos cinemas. Pelo menos seis novas produções estreiam até 2019

Há quem veja uma ida ao cinema quase como experiência religiosa. Luzes apagadas, atenção coletiva direcionada para a tela, emoções afloradas. No Brasil, de uns anos para cá, a fé também tem se traduzido em sucessos de público, sobretudo por meio de produções capazes de fisgar o público evangélico. Os que se declaram seguidores dessa fés representam 22,2% da população, segundo o último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE), publicado em 2010.



Edir Macedo, líder-fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Record TV, colocou dois longas-metragens gospel na liderança das maiores bilheterias do cinema nacional de todos os tempos. O senso de supremacia envolveu, por sinal, o patrocínio de ingressos para os fiéis.

Nada a Perder: Contra Tudo. Por Todos, cinebiografia do bispo ainda em cartaz, e Os Dez Mandamentos (2016) lideram a lista, ambos com mais de 11 milhões de entradas vendidas. Mas sobram relatos de salas vazias nos dois lançamentos. Recordes com asterisco e nota de rodapé. Impossível quantificar o público real. Em 18 de abril de 2019, estreia Nada a Perder 2, o segundo e último capítulo sobre a trajetória de Macedo.



Os Dez Mandamentos - O Filme (2016) condensou a novela
da Record em versão para os cinemas


Paulo, Apóstolo de Cristo: drama traz Jim Caviezel,
intérprete de Jesus em A Paixão de Cristo (2004), no 
papel de Lucas



Nada a Perder: filme mostra vida e carreira do empresário
e bispo Rdir Macedo


Deus Não Está Morto: franquia aborda temas como ateísmo
e intolerancia religiosa. No terceiro longa, acompanhamos
o drama de um pastor que vê sua igreja ser incendiada


Produções da Record à parte – vale lembrar que a emissora também investe em novelas de temática religiosa –, outras adaptações bíblicas e narrativas gospel dialogam bem com as plateias. Em exibição há três semanas, Paulo, Apóstolo de Cristo combinou personagem pouco visto na telona com o rosto conhecido de Jim Caviezel, intérprete de Jesus num dos maiores hits religiosos do cinema mundial, A Paixão de Cristo (2004), dirigido por Mel Gibson.

O filme sobre Paulo, no qual Caviezel encarna Lucas, acumula plateia de mais de 550 mil pessoas e renda superior a R$ 8 milhões, segundo dados da agência comScore. Números melhores do que os do remake de Desejo de Matar, estrelado por Bruce Willis, e os do terror Verdade ou Desafio, por exemplo.
Moisés Dias/Arte/MetrópolesPin this!
MOISÉS DIAS/ARTE/METRÓPOLES
Outro título que promete se comunicar com os espectadores evangélicos chega em 30 de agosto. É o terceiro capítulo da trilogia Deus Não Está Morto, intitulado Uma Luz na Escuridão. Trata-se de mais uma novidade da Pure Flix, produtora norte-americana especializada em filmes cristãos com abordagem contemporânea. Nos últimos anos, o selo também lançou por aqui Você Acredita? (2015) e Em Defesa de Cristo (2016).

A próxima estreia do estúdio no país aposta em figura bíblica bastante popular: Sansão, com previsão de lançamento em 27 de setembro.
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