De acordo com o relato bíblico há pessoas que já estão no céu, como Enoque e Elias que foram trasladados sem terem passado pela experiência da morte (Gênesis 5:24; Hebreus 11:5; 2 Reis 2:9-12). Moisés apareceu a Jesus no monte em que Ele foi transfigurado, e lá estava junto dele o profeta Elias (ver Mateus 17:3). Moisés, portanto, já havia experimentado a morte, mas fora ressuscitado, pois do contrário ele não poderia ter aparecido a Jesus na transfiguração (Deuteronômio 34; Judas 9). O texto de Efésios 4:8 também parece indicar que Cristo levou com Ele aqueles que estavam cativos pela morte, mas que foram ressuscitados com Ele por ocasião de Sua ressurreição (Mateus 27:51-53). Então, surge a pergunta: “Quando se der o julgamento final, essas pessoas serão julgadas?”


Consideremos o seguinte texto bíblico: “Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus” (Romanos 14:10). A Bíblia de Estudo Andrews apresenta o seguinte comentário a respeito desse texto:


“A justificação pela fé não remove a necessidade de um juízo final na teologia paulina. A certeza do juízo futuro para todos os seres humanos é ensinada em toda Bíblia (ver Eclesiastes 12::13, 14; Atos 17:31; Hebreus 9:27). As Escrituras retratam o juízo divino com no mínimo quatro fases: (1) Antes da segunda vinda, ocasião em que Deus determina de que lado as pessoas estão, com base na decisão individual delas (Daniel 7:10-14, 22, 26, 27; 8:14; Mateus 16:27; Apocalipse 14:6). (2) Na segunda vinda, quando Cristo recompensará cada pessoa com base no julgamento anterior (Mateus 16:27; 25:31-46). (3) Durante o milênio, quando o povo de Deus examinará as decisões judiciais antes que o Senhor elimine o pecado e os pecadores (Apocalipse 20:4). (4) No fim do milênio, quando Deus finalmente vai destruir o pecado e os pecadores impenitentes na fase executiva do juízo final (Apocalipse 20:11-15).”