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terça-feira, 28 de março de 2017

Delator emitiu R$ 1 bilhão em notas fiscais falsas para repassar aos políticos


Alvo de mais uma operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) deflagrada no Rio, o operador Samir Assad, que está preso, é irmão de Adir Assad, que foi apontado como o equivalente do doleiro Alberto Youssef (delator e peça central da Lava-Jato) nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, pela procuradora Mônica de Ré, do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF carioca.  Samir Assad foi denunciado por 223 crimes de lavagem de dinheiro – soma das notas fiscais falsas -, falsidade ideológica e por integrar organização criminosa.
Seu irmão, Adir Assad, está preso preventivamente por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio de Janeiro e por ordem do juiz Sergio Moro, de Curitiba. Adir foi capturado na mesma operação que envolveu o empresário Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o também operador Marcelo Abbud e o ex-diretor da Delta, Cláudio Abreu.
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Adir contou tudo em delação premiada
Adir é investigado simultaneamente em seis operações de grande porte: Que País é Esse?  E Radioatividade (fases da Lava-Jato), Saqueador, Abismo, Pripyat e Irmandade – as quatro últimas no Rio.

Cinco empresas das quais é proprietário ou às quais está ligado receberam cerca de R$ 1,2 bilhão em repasses por meio de contratos fictícios, no âmbito da Lava-Jato.  Na operação Saqueador, do Rio, são apontados desvios de mais de R$ 370 milhões de obras públicas.

As empresas relacionadas a Adir são a Legend Engenheiros Associados, Power To Ten Engenharia, SM Terraplanagem, Soterra Terraplanagem e Locação de Equipamentos e Rock Star Marketing.
O grupo formado pelos irmãos Assad e por Abbud atuou para pelo menos três grandes empreiteiras: Andrade Gutierrez, Odebrecht e Delta, em obras bilionárias, como a usina nuclear Angra 3, a hidrelétrica de Belo Monte, em estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e na Ferrovia Norte-Sul.

Segundo a denúncia do MPF que gerou a operação Irmandade, os irmãos Assad, junto com os também irmãos Marcello Abbud e Mauro José Abbud e Sônia Mariza Branco são responsáveis por “ocultar e dissimular a origem, a natureza, disposição, movimentação e propriedade de R$ 126.649.853,70, destinados em parte ao pagamento de propina a diretores da Eletronuclear”, escrevem os procuradores.  Ainda segundo a denúncia, esse valor se refere a 168 repasses relacionados a contratos fictícios celebrados entre a Andrade Gutierrez e a Legend.  Sônia Branco é uma personagem já conhecida da Lava-Jato.
Outros repasses são mencionados na denúncia envolvendo a empresa SP Terraplanagem (que emitiu 28 notas fiscais falsas), JSM Engenharia e Terraplanagem (15 notas falsas), e Alpha Taxi Aéreo Ltda.  Que emitiu 12 notas fiscais que permitiram ocultar a origem de R$ 7,2 milhões.  No total, as operações rastreadas somam R$ 176,7 milhões.  A base da acusação contra os Assad e os Abbud são documentos e acordos de colaboração assinados por Flavio Barra, Rogério Nora de Sá e Clóvis Peixoto Primo, executivos da Andrade Gutierrez.
Fonte: juntospelobrasil.com

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