Detento é morto a pedradas em presídio do Complexo do Curado, no Recife - PR. REGINALDO SILVA

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Detento é morto a pedradas em presídio do Complexo do Curado, no Recife

Caso aconteceu na madrugada desta sexta (16), no PJALLB. Segundo Sindicato dos Agentes Penitenciários, confusão fora do presídio teria motivado assassinato.

Detento foi assassinado no Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros, na mandrugada desta sexta (Foto: Marina Barbosa/G1)
m reeducando foi morto a pedradas dentro do Presídio Juiz Antônio Luiz Lins de Barros (Pjallb), integrante do Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife, na madrugada desta sexta-feira (16). De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), outros dois detentos são suspeitos de terem praticado o crime e foram encaminhados ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Este ano, segundo a Seres, já foram cinco mortes de detentos, dentro de unidades prisionais do Estado. O caso aconteceu por volta das 1h30. O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Pernambuco (Sindasp-PE) apontou que informações iniciais dão conta de que a briga teria sido motivada porque a vítima teria assassinado, ainda em liberdade, um primo dos suspeitos e estaria, de dentro do presídio, ameaçando a família dos dois detentos.
De acordo com a Seres, a gerência da unidade acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para autuação em flagrante, o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Medicina Legal para providências cabíveis.
O detento que morreu não chegou a ser socorrido, porque já estava morto quando foi encontrado pelos agentes penitenciários. Ele foi identificado pela Seres como Maycon Santana da Silva.

Tentativa de fuga

No sábado (10), a Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres) informou que está investigando uma tentativa de fuga de presos no Complexo Penitenciário do Curado. O governo afirmou que policiais militares da guarda externa perceberam a movimentação e efetuaram disparos de arma de fogo para evitar que os detentos escapassem.
O Complexo do Curado tem três unidades e um histórico de problemas. No dia 16 de abril deste ano, uma briga entre detentos do Presídio Juiz Antônio Luis Lins de Barros (Pjallb) terminou com tiros e quatro presos feridos.
Em 19 de fevereiro deste ano, um preso morreu após uma briga no Presídio Agente Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa). De acordo com a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres), o agressor ficou ferido e foi encaminhado à unidade hospitalar. Os agentes relataram que o detento suspeito de ser o agressor correu em direção à enfermaria do presídio ferido e sendo perseguido por outros presos.

Armas

Mais que dobrou, no ano passado, o número de armas de fogo encontradas por agentes em inspeções em presídios do estado, em comparação com 2015. Segundo a Secretaria Executiva de Ressocialização de Pernambuco (Seres), foram encontradas 50 armas de fogo em 2016, contra 21 achadas no ano anterior, um aumento de 138%. No ano passado, representantes de organizações denunciaram a situação dos presídios e apontaram a permanência de violações dos direitos humanos.

Comitiva com integrantes da Corte Interamericana de Direitos Humanos fez visita ao Complexo do Curado, na Zona Oeste do Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Denúncias

A superlotação do Complexo do Curado foi um dos problemas constatados durante a visita da comitiva da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante inspeção realizada em junho do ano passado. Representantes de organizações que denunciaram a situação do presídio apontaram ainda a permanência de violações dos direitos humanos, apontadas desde 2011, por um grupo liderado pela Pastoral Carcerária do Estado.

A pastoral vem denunciando uma série de irregularidades na unidade, que envolvem danos à integridade física dos presos, problemas de saúde por falta de cuidados médicos e falta de segurança para os agentes, entre outras. A inspeção foi feita por juízes da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA e representantes das organizações, acompanhados de equipes dos governos estadual e federal.
Fonte: g1.globo.com/pernambuco/noticia
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